sábado, 30 de junho de 2007

O Moovie de André Costa

Com apenas 23 anos André Costa ganhou o concurso de design da Peugeot com o Moovie, um carro eléctrico de cidade com 2 grandes rodas de cada lado, dentro das quais se encontram as portas. Na frente, 2 esferas sustentam apenas o carro e é a diferença de rotação entre as duas grandes rodas que determina a direcção do carro, que é capaz de rodar 360 graus, de fácil estacionamento e ainda amigo do ambiente.
.
















sexta-feira, 29 de junho de 2007

O Movimento 560

.
.
.
.
..
É fundamental apoiar a produção nacional!
Os portugueses vivem hoje num clima de crise, desde o desemprego, à nossa fraca economiaé certo que quem mais sofre somos nós, mas o que certamente muitas vezes não nos passa pela cabeça é que podemos ter uma certa culpa nesta grave situação. Frequentemente, quando vamos às compras, tentamos ir à procura do produto mais barato, mas o que agora é barato, pode vir a curto prazo, a tornar-se muito caro para todos nós. Desde a mais pequena especiaria ao peixe que comemos, o nosso mercado está inundado por produtos fabricados no estrangeiro. Tendo normalmente esses países uma economia mais forte que a nossa, conseguem vender os seus produtos a um preço mais baixo e, desta forma, somos levados, a comprá-los. Mas, quando o fazemos, estamos a contribuir para um maior crescimento das exportações desses fabricantes estrangeiros e, sem dúvida, por vezes, a tirar postos de trabalho no nosso país. Quando não compramos produtos nacionais e compramos artigos estrangeiros, os nossos fabricantes são obrigados a subir o preço dos seus produtos para compensar as quebras de produção. Ora se os produtos concorrentes já eram mais baratos na origem, isto faz com que os nossos fiquem ainda mais caros. E sendo mais caros, ninguém os compra. Toda esta situação leva posteriormente ao encerramento de muitas empresas e consequentemente ao crescimento do desemprego.

Produtos portugueses? E Como é que eu sei quais eles são?
É simples, bastante simples. Antes de mais, existem dois aspectos a distinguir: existem marcas portuguesas e produtos portugueses.Marcas portuguesas, como o nome indica, são marcas de carácter nacional, com origem e produção no nosso país (exemplos: Sumol, Compal, Mimosa, Critical Software)Produtos portugueses, são produtos fabricados em Portugal por marcas nacionais, multinacionais ou mesmo internacionais, mas são produtos feitos com mão de obra nacional, que contribuem superiormente para o nossa economia e para o emprego no nosso país.

E na hora de escolher, como é que devo agir? Que atitude?
Bem, na hora de escolher, é bastante fácil tomar uma atitude correcta: procure no produto, o código de barras e verifique se ele começa por 560, seguidamente confirme na embalagem a origem do produto. Quase todos os produtos portugueses começam por 560 no código de barras. Posteriormente poderá ter em conta se a marca é nacional ou não e, claro, a qualidade e preço do produto. Atenção: existem algumas empresas portuguesas (produtos portugueses) que possuem códigos de barras proprietários, o que significa que são produtos portugueses que não têm o código 560, no entanto os códigos proprietários "costumam" ter um formato diferente (não têm 13 dígitos), existe também o caso dos produtos de peso e quantidade variável, por isso informe-se sempre antes comprar. Para uma total garantia de que seja um produto nacional verifique sempre na embalagem ou na informação do produto, o local de fabrico ou de origem. Seguem-se em exemplo, os modelos dos códigos de barras de formato EAN-UCC/GS1 (formato padrão/com 13 dígitos):
.
.
.
.
.
.
.
.Divulgue, mude os seus hábitos, ajude, tome uma atitude!
Fale com os seus amigos acerca deste assunto, divulgue o Movimento 560 no seu local/site através dos painéis de divulgação, ponha um cartaz na sua loja/empresa, mande uma msg, mande esta mensagem por correio electrónico, por fax, mas acima de tudo, mude de atitude. Todos nós agradecemos. Um pequeno gesto, uma grande atitude... Compre produtos portugueses!

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Lenga-lenga: "A Velha Furunfunfelha".

Era uma vez um caçador furunfunfor, triunfunfor, misericuntor;
e foi à caça furunfunfaça, triunfunfaça, misericuntaça;
e caçou um coelho furunfunfelho, triunfunfelho, misericuntelho;
e levou-o a uma velha furunfunfelha, triunfunfelha, misericuntelha;
e disse-lhe:
- Arranja-me esse coelho furunfunfelho, triunfunfelho, misericuntelho.
A velha furunfunfelha, triunfunfelha, misericuntelha,
comeu o coelho furunfunfelho, triunfunfelho, misericuntelho;
e veio o caçador furunfunfor, triunfunfor, misericuntor e disse:
- Ó velha furunfunfelha, triunfunfelha, misericuntelha!
Que é do meu coelho furunfunfelho, triunfunfelho, misericuntelho ?
- O teu coelho furunfunfelho, triunfunfelho, misericuntelho
comeu-o o gato furunfunfato, triunfunfato, misericuntato.

Jogos e Rimas Infantis - Adolfo Coelho, Edições ASA, 1994

Com a devida vénia, em http://jardimdabea.blogspot.com/2006_05_01_archive.html
e http://cantinhodateresa.no.sapo.pt/travalinguas_corpo.htm

terça-feira, 26 de junho de 2007

A fotografia de Nunes Beirão





.


.


.


.


.
Foto de Nunes Beirao, com os meus agradecimentos

sábado, 23 de junho de 2007

Ovos à Dona Maria José

Trata-se de uma receita muito muito simples, sem sal, fazendo uma refeição leve e que embora deva ser servida quente é adequada para comer no Verão. Pode ser acompanhada por exemplo com uma salada. Os ingredientes são apenas ovos, fiambre, béchamel e um pouco de margarina:

Ingredientes para 6 pessoas:

- 6 ovos
- Pacote de Fatias de Fiambre de Perna Extra Nobre 200gr
- 2 pacotes béchamel Parmalat de 200ml
- Margarina Vaqueiro q.b.

Todos os ingredientes têm código 560 (Fabricado em Portugal).

Para efectuar a preparação precisamos apenas de usar 6 tigelinhas de pyrex (também servem formas de alumínio, só que depois não se pode levá-las ao microondas) de capacidade não superior a 1,5 decilitros.

Preparação:

- Untar as tigelinhas com um pouco de margarina
- Forrar cada tigela com duas fatias de fiambre. Na parte superior da tigela, dobrar as pontas das fatias do fiambre, de maneira a não ultrapassarem o topo da tigela (as fatias formarão assim uma concha dentro da tigela).
- Abrir e colocar 1 ovo em cada tigela. Ver figura.
- Cobrir o ovo com o molho béchamel, com cuidado, sem misturar o molho no ovo. Não encher totalmente a tigela com o béchamel, deixando 1 dedo de distância entre o molho e o cimo da tigela, para que não transborde quando fôr ao forno.

Levar a forno médio durante 30-40 minutos. Nos últimos 5 minutos ligar o grelhador da parte de cima do fogão para corar. Tirar do forno, aguardar 10 minutos e estão prontos a comer.
.
Retiram-se da tigela directamente para o prato, com a parte de cima para baixo, como se se tratasse de um pequeno pudim.
.
Quando sobram alguns, costumo guardar no frígorifico e aquecê-los no microondas na refeição seguinte. Mantêm-se excelentes.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Cultura livre: graffiti e arte na rua.

É uma geração diferente da minha, mais jovem e liberta de condicionalismos, e é um olhar diferente da vida e da cidade, mas que atrai pela insubmissão pela criatividade pela comunicabilidade e por todas as grandes palavras que possamos juntar para tentar classificar “Street-Art”. É um grande sítio colectivo que justifica uma visita e onde em cada esquina se descobrem imagens inesperadas. .



.

.

.

.

.

.

.

.

.

terça-feira, 19 de junho de 2007

Geografias de Júlio Pereira

Anda para aqui "um gajo a pregar aos peixinhos", a tentar fazer um blog sério e os músicos em Portugal continuam a deitar cá para fora grandes discos. Eu não quero fazer do meu blog um blog sobre música, mas não me é deixada qualquer alternativa a não ser ter de falar acerca do último CD de Júlio Pereira...

.



.



.



.


..
Júlio Pereira faz parte daqueles muito raros artistas como Amália e Carlos Paredes (dos já falecidos) ou Madredeus e Carlos do Carmo que constituem a trave mestra daquilo que eu penso ser o “Som Portugal” e o último CD Geografias é disso um bom exemplo. Ver um cheirinho dele em Faro Luso, a faixa aqui trazida com a colaboração do fenómeno Sara Tavares e dedicada a Carlos do Carmo. Ouvirmos isto enche-nos a alma!

Ver também http://www.myspace.com/juliopereira

e.ainda.http://www.myspace.com/geografias

domingo, 17 de junho de 2007

O Hotel Estoril-Sol


A Baía de Cascais, embora seja visível a partir da Torre em Oeiras, corresponde à zona compreendida entre o Estoril (o pontão do final da Praia do Tamariz) e a Marina de Cascais.
.
Dos edifícios modernos que caracterizam esta zona destacam-se principalmente o Casino Estoril, com o seu parque e zona envolvente, o Hotel Baía em Cascais junto à Praia dos Pescadores e sobretudo, o Hotel Estoril-Sol, o edifício mais alto e numa posição central da baía.

Acredito que o novo Hotel Estoril-Sol a construir, será do ponto de vista económico mais rentável e certamente que o nosso “olhar” sobre a baía se vai adaptar à nova estrutura que ali vai nascer com ainda melhor qualidade e com um grande espaço verde, da autoria de um grande arquitecto português - Gonçalo Byrne.
.
Mas não é sem alguma resignação que assisto à morte do velho Estoril-Sol. Morre com ele uma época e muitas memórias e recordações que temos a obrigação de saber preservar. Viva o novo Estoril-Sol.
.

sábado, 16 de junho de 2007

A Pintura de Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918)

Nos últimos anos tem vindo a ser destruído o mito de que em Portugal as obras de arte, música, pintura ou escultura, teriam uma importância menor quando comparadas com outros países. A meritória actividade dos nossos museus e a maior facilidade ao acesso da informação na actual sociedade têm vindo a desfazer essa ideia errada.

Um dos grandes exemplos dessa mudança de consciência e de adesão (popular até) foi a recente exposição de Amadeo de Souza-Cardoso na Gulbenkian.
.
A exposição do CCB em 1997, a Arte Moderna Portuguesa no Tempo de Fernando Pessoa 1910-1940 já tinha demonstrado que Amadeo sobressaía na comparação com os seus pares portugueses da mesma época e a exposição Mondrian/Amadeo da Paisagem à Abstracção no Museu Serralves em 2001, tinha evidenciado paralelismos destes dois pintores. O Diálogo de Vanguardas na Gulbenkian revelou-nos também que Amadeo não é só “paralelo” ao movimento modernista, mas que também nada perde nas comparações. Pelo.contrário.
(Muito interessante, mas infelizmente apenas disponível em língua inglesa)
...
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
..
.
.
Procissão

quarta-feira, 13 de junho de 2007

O Vinha da Defesa Branco de 2006

É o meu vinho branco para o Verão 2007. O Vinha da Defesa Branco de 2006 da Herdade do Esporão está excelente! Desde há 2 ou 3 anos tinha vindo a preferir o Quinta do Carmo branco, mas este ano vou mudar para o Vinha da Defesa. Já fui a correr ao Supermercado (com “aquele” medo que ele acabe, comprar umas quantas garrafas). Cada garrafa custa entre os 5 e os 6 euros, que não sendo barato sobretudo para um vinho branco, vale a pena.

A própria Herdade do Esporão refere no seu sítio as “condições climatéricas de um ano excepcional” e que as “castas Antão Vaz, Arinto e Roupeiro resultaram num vinho com aroma complexo, sugerindo limas e frutas tropicais, sabor rico, equilibrado.e.muito.frutado”.(ver http://www.esporao.com/vinhos/Pages/defesa_branco_2006.aspx).
.
Se o Janita Salomé (ver artigo de ontem), tivesse provado o Vinha da Defesa antes de fazer o seu disco dedicado ao vinho, certamente tinha-lhe dedicado uma canção...
.
Na garrafa diz para servir fresquinho a 10º.

terça-feira, 12 de junho de 2007

A Arte de Janita Salomé

.
Não estaria bem comigo próprio, se ao falar dos novos discos de musica portuguesa, como ontem fiz, não referisse Janita Salomé.

Desde há muitos anos que penso que o Janita Salomé é a melhor voz masculina da música portuguesa. Já o ouvimos a cantar quase tudo, incluindo fado. Embora pareça por vezes escolher as coisas mais difíceis de cantar, tudo lhe parece sair bem. É o caso desta interpretação de Redondo Vocábulo de José Afonso, cantada na Galiza e que fomos descobrir no sítio da Associação José Afonso (ver http://vejambem.blogspot.com). Magistral.



E claro, aí está o novo disco de Janita Salomé, não tão frequente como gostaríamos e como sempre imperdível. Chama-se Vinho dos Amantes e é uma pena estar tão pouco divulgado. O Janita Salomé merecia passar hora-a-hora na rádio. Já alguém da editora pensou em organizar uma colectânea ? Não acham que existe aqui um talento ainda desconhecido para muitos portugueses que urge divulgar ? Um potencial por explorar ? Ou então, como no exemplo acima, proponham-lhe fazer um disco só a cantar José Afonso.
O sítio oficial de Janita Salomé é http://janita.salome.googlepages.com

segunda-feira, 11 de junho de 2007

A Grande Música Portuguesa!

Há grandes novos discos por aí. Aqui vão 2 grandes exemplos:
- Lado a lado de Mafalda Veiga e João Pedro Pais
- Senhor Poeta dos Frei Fado D'el Rei
O primeiro CD é já com todo o mérito, um dos mais vendidos do país, enquanto que o segundo CD, é uma agradável surpresa, todo ele composto por canções de José Afonso e muito muito bom.
.

.

..

E para quem gosta de José Afonso, que julgo ainda lidera a lista dos discos mais vendidos, é obrigatório a visita ao sítio da Associação José.Afonso.em http://vejambem.blogspot.com

A propósito de sítios na net e dos Frei Fado D'el Rei, além naturalmente do sítio do grupo em www.freifado.net, gostaria de chamar a atenção para um grande sítio estranhamente chamado "At Tambur", que julgo ser o melhor local para acompanhar o que se vai fazendo da Música Tradicional em Portugal em www.attambur.com, com informação que dificilmente poderemos aceder em qualquer outro local.
.
Senhora Ministra da Cultura, obrigue por favor as nossas rádios a cumprir a lei e a passar mais da nossa música. Para que servem as nossas leis ?

domingo, 10 de junho de 2007

A Casa de Borgonha e Portugal - III

Os Verdadeiros Senhores do Anel

É curioso também, saber que os borgonheses (ou burgúndios) são um antigo povo do noroeste germânico que emigra para Sul, como outros povos germânicos, como os vândalos, os visigodos e os suevos, ocupando o vazio deixado pela decadência do Império Romano. Os borgonheses são os principais protagonistas da Canção dos Nibelungos (anões...), um conhecido poema épico medieval das culturas germânica e escandinava.

Baseado na mitologia pré-cristã dos povos do Norte da Europa, o poema conta como Siegfried - com a sua espada especial Notung - vence o dragão e ajuda os borgonheses a apoderarem-se do tesouro dos nibelungos, o seu posterior assassínio e a vingança de sua mulher Kriemhild. Inspirado nele, Richard Wagner compõe no século dezanove a sua tetralogia O Anel dos Nibelungos e Tolkien no século vinte, o Senhor dos Anéis.
.
A tradição mitológica da Canção dos Nibelungos é recuperada pelos cristãos através da lenda de São Jorge e do dragão. São Jorge é o primeiro santo padroeiro de Portugal.
.

A Ordem de Cister

Geralmente destaca-se a influência dos Templários, do seu espírito guerreiro e de cruzada e da sua influência e simbologia, mais tarde herdada pela Ordem de Cristo.

Esquecemo-nos injustamente da importância da Ordem de Cister. A Ordem de Cister de Claraval era um aperfeiçoamento da Ordem Beneditina de Cluny, influenciando vários aspectos da então atrasada sociedade medieval portuguesa:
- Técnicas - os monges da ordem eram habilidosos artesãos e evoluídos agricultores;
- Religião - o culto mariano, muito prezado por São Bernardo e difundido pelos monges brancos típicos desta ordem;
- Arquitectura - o mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, fundado em 1178, que é o primeiro monumento gótico construído em território português;
- Conhecimento - foi fundada a primeira escola aberta ao público em Portugal.
.
Foi no códice da livraria de Alcobaça, que se transformou na primeira biblioteca do país, que se descobriram a Carta de Preste João (com o título De India et de euis mirabilibus – Sobre a Índia e as suas maravilhas), o Navigatio Brendani e muitos outros textos medievais cuja influência em Portugal sabe-se ter sido muito importante. As obras eram copiadas e trocadas pelos vários mosteiros da congregação, desde a Inglaterra até Portugal.
.
Hoje, que é dia de Portugal, devem também ser lembrados Afonso Henriques e Bernardo de Claraval.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

A Casa de Borgonha e Portugal - II


Os Príncipes de Borgonha em Leão

Quando os dois príncipes de Borgonha, Raimundo e Henrique chegam a Leão (antes designado por Reino das Astúrias e donde partiram os cristãos para a Reconquista da Península), eram muito grandes as expectativas sobre os apoios que eles poderiam trazer. São-lhes atribuídas responsabilidades na administração de significativas parcelas do Reino e dadas em casamento as filhas do Rei e ainda mais importante, ficam os seus descendentes com todos os direitos a herdar esses territórios. Afonso VI de Leão aspirava por esta tão favorável aliança.

Assim, Raimundo fica de início com Coimbra, mas revela-se desastrado, acabando por ficar com a Galiza. D. Henrique revela-se mais capaz, pelo que lhe é atribuido um extenso território. Além da fronteiriça e difícil Coimbra (que incluía as actuais Beiras, Litoral e Interior), ficou também com Braga (que incluía os actuais Minho, Entre-Douro e Trás-os-Montes). Ver mapa acima com os territórios de D. Henrique.


.
O Projecto de um novo Reino
.
Em Borgonha no entanto, os projectos eram diferentes dos de Leão (especialmente visíveis depois da morte de Afonso VI). Enquanto por um lado em Leão, o filho de Raimundo (e Urraca) se tornava no poderoso Afonso VII, monarca da união entre Leão e Castela, é por outro lado aprovada, com o apoio do influente São Bernardo de Clairvaux ou Claraval (de Borgonha), líder da Ordem de Cister e primo de Afonso Henriques a criação da Ordem do Templo. Os primeiros 10 anos da Ordem do Templo, são quase exclusivamente dedicados a Portugal, que em conjunto com a Ordem de Cister, consegue mobilizar cavaleiros cruzados e eclesiásticos para virem para o território que mais tarde viria ser Portugal. São eles a ocupar os novos territórios conquistados. Ver mapa com as praças dos Templários no Centro de Portugal.

É estabelecido um plano. Afonso Henriques, prende a mãe Dona Teresa e assume a liderança do Condado Portucalense, manifestando desde logo o desejo de independência face a Afonso VII. Era difícil a posição do Rei de Leão e Castela: embora muito mais forte e auto-intitulando-se “Imperator Hispaniae” (mais tarde - após 1157 - na sucessão de Afonso VII os reinos de Leão e de Castela voltaram a separar-se), ele nunca poderia fazer a guerra directamente contra os Templários que ocupavam Portugal.

Restava a Afonso VII a sua influência junto do Papa: não era ele o campeão da Cristandade ? Mas a ainda maior influência de São Bernardo e as vitórias de Afonso Henriques contra os mouros acabam por ganhar também essa batalha. O resto é história.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

A Casa de Borgonha e Portugal – I


A Dinastia de Borgonha
.
Em 1194, uma infanta portuguesa, filha de D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, casa com Eudes III, Duque de Borgonha. Ao saber do sucedido, o Papa decide de imediato anular o casamento, por motivos de parentesco, visto serem ambos da Casa de Borgonha. Se os primeiros reis eram de Borgonha, devíamos saber mais sobre os borgonheses (ou burgúndios) e a Casa de Borgonha, nossos líderes da fundação.

A primeira dinastia é chamada Afonsina ou de Borgonha porque o Conde D. Henrique (1066-1112), Conde de Portucale desde 1093 até falecer e pai do nosso primeiro rei, foi o quarto filho de Henrique de Borgonha, herdeiro de Roberto I, Duque de Borgonha e de Beatriz ou Sibila de Barcelona e era irmão de Eudes I, também Duque de Borgonha.
Durante toda a primeira dinastia existiu sempre uma relação muito estreita entre os reis portugueses e a Borgonha. Cavaleiros e eclesiásticos borgonheses reforçaram incessantemente o reino de Portugal.
.
.

O Ducado de Borgonha

O Ducado de Borgonha segundo a wikipedia “foi um dos estados mais importantes da Europa medieval, independente entre 880 e 1482. Graças à sua riqueza e território vasto, o Ducado da Borgonha (ver mapa) foi politica e economicamente muito importante. Tecnicamente vassalos do rei de França, os Duques da Borgonha souberam conservar a autonomia e manter uma política própria”.

O grandioso Mosteiro beneditino de Cluny na Borgonha, era naquela época talvez o mais importante da Europa e foi sob a sua influência que vários cavaleiros borgonheses, entre os quais D. Henrique, se deslocaram para a Península Ibérica para ajudar na luta contra os mouros.




.
Como a seguir veremos, os borgonheses estão longe de serem um povo qualquer.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

O que é Nacional é bom.





Há marcas e empresas que estimamos, ou diria mesmo, que temos no coração: é o caso da Nacional, empresa fundada há mais de 150 anos, em 1849, no tempo de D. Maria II, por João de Brito. Desde 1999 que a Nacional é propriedade do Grupo Amorim Lage e tem hoje, pouca gente sabe, a maior fábrica de massas da Península Ibérica. A sua moderna gama de produtos inclui de massas, bolachas, farinhas e cereais para pequeno almoço.

Recentemente a Nacional lançou as novas Massas de Cozedura Rápida, bastam apenas 2 minutos!!!

O.sítio.da.empresa.em http://www.cerealis.pt/teste está excelente. Não só tomamos contacto com a história e os produtos da empresa, como encontramos receitas e dicas úteis para o consumidor. E que bom é falar bem da Nacional!

domingo, 3 de junho de 2007

Rómulo de Carvalho diz "Poema para Galileu" de António Gedeão

(António Gedeão é pseudónimo de Rómulo de Carvalho)