terça-feira, 31 de julho de 2007

O "dois andares"

E se voltássemos a ter dois andares nos autocarros ? Não é uma forma de poupar energia e de tornar mais eficiente o transporte de autocarro?

domingo, 29 de julho de 2007

Nelinha Furtado ontem no Algarve

Um momento mágico com Pedro Abrunhosa.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Açúcar Light RAR com 50% das calorias

Grande notícia para todos os gulosos!!! Nós...

É um produto português da RAR: “O Açúcar Light RAR é feito à base de açúcar, o que lhe confere uma textura e sabor semelhante ao açúcar tradicional e com menos 50% de calorias. Como tem a mesma performance do açúcar tradicional, é ideal para confeccionar todo o tipo de doces: compotas, semi-frios, pudins, gelados, doces de colher, ovos moles, massas e xaropes.”
Ver todas as informações em http://www.docerar.pt/main.php?id=135&id_subpagina=40

No sector dos açúcares a RAR é já um exemplo de inovação.
Sobre a RAR ver http://www.rar.pt/
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A RAR patrocina a campanha COMPRO O QUE É NOSSO. Um motivo mais para a nossa preferência.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

O País dos Azulejos

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quarta-feira, 25 de julho de 2007

A Varina de Lisboa



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Já que ontem fizemos referência a uma exposição fotográfica, relembro aqui que a Câmara Municipal de Lisboa inclui muitas fotos antigas em http://arquivomunicipal.cm-lisboa.pt/ no seu excelente arquivo fotográfico.

Verifiquei que ao pesquisar a figura da Varina de Lisboa, na maior parte dos casos, e ao contrário do que diz David Mourão Ferreira na letra daquele fado da Amália [Maria Lisboa*] , a varina nem sempre usa chinela. Está descalça. Como a maior parte dos pescadores e das crianças de há 50 anos na Ribeira Nova.

* Aconselho vivamente para quem gosta de fado ver http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/

terça-feira, 24 de julho de 2007

Exposição Retrospectiva de Georges Dussaud

Chama-se por coincidência - tal como o nome deste blogue - Crónicas Portuguesas e está no Porto. O jornal Público desta 2ªfeira explica porque é que esta exposição é importante. O fotógrafo é francês e chama-se Georges Dussaud. No resto do país gostávamos também de ver estas fotos. São sobre nós.

Ver http://www.cpf.pt/

segunda-feira, 23 de julho de 2007

O Táxi Verde e Preto



sábado, 21 de julho de 2007

Comboios III – Viagens românticas


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As viagens em alta velocidade não me agradam porque são demasiado nervosas e intensas. Há uma sensação de perigo ligada a uma velocidade excessiva, mesmo sendo o TGV um comboio confortável e de baixo ruído. Acho os comboios antigos de menor velocidade mais românticos. Parava-se em mais estações e em pequenas povoações (que agora se ultrapassam com uma rapidez assustadora) e comentavam-se e saboreavam-se paisagens e cheiros. Sou um saudosista dos comboios antigos e felizmente ainda há alguns.
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Exemplo disso são os comboios com carruagens-cama ou wagon-lit, que geralmente incluem as normais facilidades de um hotel, designadamente restaurante e serviço de bar. São verdadeiros hotéis sobre rodas (e carris). Espero que estas jóias como o Expresso Oriente e o Sud Express, tão bem conhecido dos portugueses, que faz a viagem Paris-Lisboa, nunca acabem. .
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As instalações actuais do Sud Express continuam a possibilitar dormir em cama durante a noite e tomar as refeições em carruagem-restaurante.


Julgo que para fazer esta viagem com mais tranquilidade se devem evitar os períodos de férias, em especial o Natal, a Páscoa e o Verão, quando os emigrantes enchem os comboios.
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Para mais informação ver por exemplo



Depois é só ir até Paris.


sexta-feira, 20 de julho de 2007

Comboios II - A Alta Velocidade (TGV e Maglev)

Vendo a rede internacional de TGV, seria de difícil compreensão, num país com um peso do turismo tão importante, ficarmos de fora. Ou teríamos de concordar com Jacinto em As Cidades e as Serras do Eça*, que ao ter de vir de Paris para Portugal, pelo Sud Express [ver mensagem de amanhã], “em frente ao Arco do Triunfo, moveu a cabeça e murmurou: - É muito grave, deixar a Europa!”




















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. Projecto inicial da rede portuguesa de Alta Velocidade














Acrescente-se ainda como desejável uma ligação Porto-Vigo.

E teremos ainda os comboios do futuro, como os Maglev - de magnetismo e levitação, que conseguirão velocidades superiores ao dobro da dos actuais TGV. Ver abaixo (em inglês).

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* Um muito obrigado ao meu bom amigo, Dr. Cardoso Marques, um amante destas coisas dos comboios, por me ter chamado a atenção para o delicioso capítulo 8 de As Cidades e as Serras onde se descreve a viagem de comboio de Jacinto até Portugal.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Comboios I - Passado, presente e futuro.

Há 2 dias referi a TAP, mas não seria completamente justo se não falasse da CP e dos caminhos de ferro portugueses que estão a celebrar 150 anos de história.
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Viagem inaugural do comboio rápido “Foguete” entre Lisboa e o Porto (1953)
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Quando pensamos nas possíveis dificuldades económicas com origem na escassez dos combustíveis fósseis tradicionais como o petróleo e nos objectivos do protocolo de Quioto quanto às emissões de CO2, somos levados a pensar que poderá existir um lugar ainda muito importante para o transporte ferroviário.

Um sinal disso mesmo é verificar os grandes investimentos do Estado em Portugal nos anos mais próximos que serão realizados nos caminhos de ferro, em especial na alta velocidade. Uma alternativa ao...avião.
A CP no seu sítio em http://www.cp.pt/ tem um conjunto de roteiros e de passeios de comboio muito interessantes de Norte a Sul do país. Porque não este Verão fazer por exemplo o Roteiro da Serra da Estrela da CP ?
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Percursos Comboio e Natureza da CP

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Uma História de Amor

Era uma vez um pintor, um grande pintor, sobretudo apreciado pelos seus retratos. Um dia pintou uma linda rapariga com traje de minhota. O quadro era tão lindo, que um dos seus amigos, oficial militar, ao passar pelo seu atelier o viu e apaixonou-se pela rapariga, pedindo para a conhecer. Casaram-se em 1952: ela chamava-se Maria Estela Veloso de Antas Varajão, nascida em 1927 em Viana do Castelo, ele chamava-se Francisco da Costa Gomes, nascido em 1914, em Chaves.


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O pintor era Mestre Henrique Medina. Francisco da Costa Gomes foi Presidente da Republica de 30 de Setembro de 1974 a 27 de Junho de 1976, um tempo muito complicado da nossa vida política, tendo sido posteriormente nomeado Marechal. Faleceu em 2001, com 87 anos de idade. Maria Estela Costa Gomes tem hoje 80 anos.

Ver no sitio da Presidencia da Republica, a visita de Maria Cavaco Silva a D. Estela Costa Gomes em Março deste ano, no dia do seu aniversário em http://www.presidencia.pt/?idc=32&idi=4584

terça-feira, 17 de julho de 2007

Os Transportes Aéreos Portugueses - TAP Portugal

A TAP é a nossa companhia aérea de bandeira e é a nossa tansportadora preferida, porque quando entramos num avião da TAP sentimo-nos logo em casa, seja qual for o país ou o aeroporto do mundo. Dá gosto saber que a TAP é hoje uma empresa eficiente e competitiva e que continua a ser uma das companhias mais seguras do mundo. Além disso, com a sua nova imagem, está mais moderna e mais bonita. Nós gostamos da TAP Portugal.
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Para mais e melhor informação ver http://www.flytap.com/

segunda-feira, 16 de julho de 2007

O novo fado delas

Além de Mariza e do seu enorme sucesso além fronteiras, existem outras novas fadistas, grandes artistas, igualmente merecedoras do nosso apoio e do nosso carinho. As minhas preferidas são:
Mafalda Arnauth (ver http://www.mafaldarnauth.com/)
Katia Guerreiro (ver http://www.katiaguerreiro.com/)
Ana Moura (ver http://www.anamoura.com/)
Cristina Branco (ver http://www.cristinabranco.com/)
Joana Amendoeira (ver http://www.joanaamendoeira.com/)
e Maria Ana Bobone.


domingo, 15 de julho de 2007

Mariza: o amigo americano.

Para uma única actuação, durante a sua digressão pelos EUA, Mariza terá um cenário muito especial desenhado por Frank Gehry.
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Frank Gehry o famoso arquitecto do Guggenheim em Bilbau, conhecido pelos seus designs arrojados, vai desenhar um palco especial para Mariza actuar nos Estados Unidos. A notícia é tão surpreendente que percorreu já a internet e a esta hora está em todos os sítios dos principais orgãos de comunicação americanos.

Durante a sua digressão pelos Estados Unidos, Mariza irá passar pelo Walt Disney Concert Hall, uma obra concebida por Frank Gehry, onde será instalado o cenário para o dia 28 de Outubro.

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O Walt Disney Concert Hall, em Los Angeles (foto da Wikipedia.org)
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"Quero que o cenário a realce e a apoie, não vai ser um cenário à Frank Gehry, vocês não o vão reconhecer”, diz Gehry que pretende até Outubro ter preparado uma estrutura para fazer lembrar uma taberna. Gehry conheceu o fado há alguns anos, ficando enamorado. Com esta notícia, a curiosidade sobre Mariza e o fado dispararam nos EUA.
Ver notícia do New York Times (em dia de eleições em Lisboa, é curioso ler os elogios de Gehry sobre a cidade)

Nossa primeira embaixadora do fado.
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Ver o sítio de Mariza em http://www.mariza.com/

sábado, 14 de julho de 2007

Cafés Delta: uma grande ideia para o planeta.

Ainda há 2 semanas falámos dos Cafés Delta. Hoje temos de voltar a falar deles por causa da sua nova campanha. Há quem só fale e há quem faça e os Cafés Delta fazem. Ao adquirirmos dois pacotes de café torrado moído de 250g, a Delta oferece uma lâmpada de baixo consumo, conforme imagem abaixo.

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Agora, nós os consumidores de café Delta, já não temos desculpas e devemos mesmo usar as novas lâmpadas e reduzir o nosso consumo de energia. Reduzimos a nossa factura da electricidade e contribuimos para um melhor ambiente. O planeta agradece, nós agradecemos e acho que os pacotes da campanha vão esgotar...
Para mais e melhor informação ver http://www.delta-cafes.pt/planetadelta/

sexta-feira, 13 de julho de 2007

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Importante: o Borba Reserva Tinto 2003!

O Borba Reserva Tinto de 2003, está um vinhão.
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O famoso Borba Reserva (aquele com o rótulo de cortiça) está ainda melhor. No meu supermercado não é barato, custa € 8,59, mas vale cada tostão gasto, porque está muito bom. O de 2003!
É sempre um prazer verificarmos que existem Adegas Cooperativas como a de Borba, que se mantém a competir com produtos de boa qualidade, ao nível das melhores empresas do sector.
Para mais informação ver http://www.adegaborba.pt/

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Bocage III – O rebelde da Viradeira

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Após o afastamento de Pombal, a rainha D. Maria I, personagem que passou à história com o cognome de Pia, porque era muito religiosa (mas que seria mais de acordo com a realidade se passasse à história apenas com o cognome de Louca, pois sofria de declarada doença mental), vai alterar em 180 graus a direcção da política portuguesa.
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O período de D. Maria chamou-se a Viradeira, porque a monarca resolveu libertar todos os aristocratas presos por Pombal e restaurar a influência da Igreja (Pombal tinha acabado com os “Autos de Fé” e expulso os Jesuítas). A piedosa senhora que pretendia restaurar os Autos de Fé, começou por nomear um super chefe das polícias, de nome Pina Manique para, entre outras incumbências, vigiar todos os perigosos maçons de ideário republicano e pior que isso, críticos da autoridade da Igreja.

Ora, Bocage era precisamente maçon, e não apenas um rebelde por feitio (ver Bocage Maçon de Jorge Morais, ed. Occidentalis, 2007, http://via-occidentalis.blogspot.com/) e Pina Manique não hesitou em mantê-lo preso durante quase 2 anos e meio, o que serviu maravilhosamente como exemplo.
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Apesar da repressão, a sociedade da Viradeira estava longe de ser um exemplo de virtudes. Pelo contrário. William Beckford, conta nas suas cartas, que tendo ido visitar o Marquês de Marialva, o viu chegar da margem sul, julga ele que de visita à capela de algum santo, num escaler de 50 remadores, com uma multidão de “músicos, poetas, toureiros, lacaios, macacos, anões e crianças de ambos os sexos fantasiosamente vestidas”, e acrescenta que ninguém em Inglaterra acreditaria no enorme banquete que viu disposto para ele...
O Portugal de Maria Pia, era um bom lugar para a ociosa vida da aristocracia e refúgio dos nobres de França, em fuga da Revolução Francesa.
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Escrevia Bocage,

Liberdade querida e suspirada,
Que o Despotismo acérrimo condena;
Liberdade, a meus olhos mais serena
Que o sereno clarão da madrugada!
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e perguntava,
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Liberdade, onde estás? Quem te demora?
Quem faz que o teu influxo em nós não caia?
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Por isso, Bocage é o Poeta da Liberdade.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Bocage II - Setúbal e o poeta

Nasceu em Setúbal a 15 de Setembro de 1765 e faleceu em Lisboa a 21 de Dezembro de 1805. O seu pseudónimo Elmano Sadino, vincava as suas origens setubalenses.
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Desde tempos muito antigos que Setúbal é porto de mar, terra de pescadores, de comerciantes de sal e de peixe salgado.
Setúbal é, pelo menos do tempo dos fenícios. A nossa primeira História de Portugal, escrita por Fernando Oliveira cerca de 1580, conta que Setúbal é não apenas a primeira cidade a ser fundada no actual território português como também a primeira da Península Ibérica. O seu fundador terá sido Túbal, filho de Japeto e neto de Noé, após o Dilúvio (ver “O Mito de Portugal” de José Eduardo Franco, editado com o apoio do Centro de História da Faculdade de Letras de Lisboa, 2000):

Túbal chegou por mar ao rio de Setúbal, cidade cujo nome significa “morada de Túbal”, porque “Set” é palavra da Arménia donde Túbal era natural e quer dizer morada, como sedes em latim. Túbal começou em seguida a povoar a península, cujo primeiro nome foi Tubália, sendo os povoadores descendentes designados por Túbales.

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O dia da cidade é o dia do nascimento do poeta Bocage: 15 de Setembro. A Camara de Setúbal planeou um conjunto de iniciativas para comemorar o bicentenário de Bocage em 2005. Embora com 2 anos de atraso, o 10 de Junho de 2007 realizou-se em Setúbal sendo o ponto alto das comemorações o discurso de João Bénard da Costa lembrando que Bocage com esse célebre soneto em que de Camões disse: “Modelo meu tu és…”, estava a inaugurar uma infindável série de poemas em louvor do Poeta dos Lusíadas.


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Mas Bocage, Elmano Sadino, ao contrário de Camões, não foi só um poeta elitista, mas um poeta do povo e em particular de Setúbal.
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Vitorino Nemésio disse que Bocage é a figura central da cidade de Setúbal, onde está uma espécie de altar, para o qual todos os setubalenses voltam os seus olhares.
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Em fotos: a Praia de Banhos antiga, a Asa do Avião e a Praça do Bocage.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Bocage I - Boémio e arrependido.

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Bocage e as Ninfas (óleo de Fernando Santos - Museu de Setúbal).
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Boémio:
Soneto do Prazer Maior

Amar dentro do peito uma donzela;
Jurar-lhe pelos céus a fé mais pura;
Falar-lhe, conseguindo alta ventura,
Depois da meia-noite na janela:

Fazê-la vir abaixo, e com cautela
Sentir abrir a porta, que murmura;
Entrar pé ante pé, e com ternura
Apertá-la nos braços casta e bela:

Beijar-lhe os vergonhosos, lindos olhos,
E a boca, com prazer o mais jucundo,
Apalpar-lhe de leve os dois pimpolhos:

Vê-la rendida enfim a Amor fecundo;
Ditoso levantar-lhe os brancos folhos;
É este o maior gosto que há no mundo.




Arrependido:
Já Bocage não sou!... À cova escura

Já Bocage não sou!... À cova escura
Meu estro vai parar desfeito em vento...
Eu aos céus ultrajei! O meu tormento
Leve me torne sempre a terra dura.

Conheço agora já quão vã figura
Em prosa e verso fez meu louco intento.
Musa!... Tivera algum merecimento,
Se um raio da razão seguisse, pura!

Eu me arrependo; a língua quase fria
Brade em alto pregão à mocidade,
Que atrás do som fantástico corria:

Outro Aretino fui... A santidade
Manchei!... Oh! Se me creste, gente ímpia,
Rasga meus versos, crê na eternidade!

domingo, 8 de julho de 2007

Território berço de culturas pré-históricas






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A “Civilização Megalítica” pré-histórica parece ter-se iniciado onde hoje é Portugal e a Andaluzia e ter-se espalhado por toda a Europa. Ver mapa acima.
Dessa cultura faziam parte estruturas como os dólmenes e os cromeleques, incluindo Stonehenge. Não será por acaso que o maior dólmen conhecido é a Anta Grande do Zambujeiro e o maior cromeleque da Península o dos Almendres, ambos próximos de Évora.

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Mais impressionante, é a Arte Rupestre do vale do Rio Côa, composta por inúmeras gravuras na pedra do Paleolítico Superior (de 22.000 a 10.000 AC, numa época em que a Europa, a Norte dos Pirenéus, estava ainda coberta de gelo). Constitui um dos mais antigos e espectaculares registos de gravação humana, existente no mundo..

Que grande local tem sido este, onde vivemos.

sábado, 7 de julho de 2007

Oxalá!

O Candomblé

Sempre associei a palavra Oxalá ao Candomblé brasileiro [Oxalá foi o primeiro Orixá e o criador do homem a partir da lama]. Assim, das muitas vezes que disse “Oxalá” pensei no eventual poder protector dessa divindade, o que para um agnóstico, embora curioso, como eu, tem alguma carga supersticiosa.
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O Califado Islâmico em 750 DC (na Península Ibérica, apenas restou uma pequena bolsa cristã, nas Astúrias)
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Na verdade, parece que a origem da palavra Oxalá se deve ao In ša’ Allāh árabe (com a licença de Alá, se Alá o permitir ou se Deus quiser) - mais uma prova, dizem, de que o nosso fatalismo tão português, é na realidade de origem árabe.
Significa também, que muitas vezes na nossa linguagem corrente, nos referimos sem o saber, a Alá.

Vem isto a propósito de um artigo do jornal Expresso publicado hoje - um dia que dizem ser de sorte porque tem muitos setes na data - intitulado, tão ao nosso gosto e de Nicolau Santos, “Portugal outra vez na moda”. O tema é sobre uma nova onda de investimentos estrangeiros em Portugal, mas agora de raiz tecnológica. Oxalá!

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Ana Moura com os Stones em Alvalade

"No Expectations": os Rolling Stones e Ana Moura no mesmo palco a 25 de Junho de 2007.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

O Milagre das Rosas

Isabel de Portugal, Francisco de Zurbarán, 1640, Museu do Prado, Madrid

Muito antes de os Estados Unidos comemorarem a sua independência (o 4 de Julho de 1776, a primeira democracia dos tempos modernos), já nós comemorávamos este dia como sendo o da Rainha Santa, falecida nesta data em 1336, aos 65 anos. Ela é sobretudo conhecida por ter sido uma mulher de paz, de ajuda aos mais pobres e muito religiosa.

No sítio da Universidade de Coimbra pode-se encontrar esta bonita descrição do conhecido Milagre das Rosas :
A mulher de D. Dinis, a rainha Santa Isabel, tornou-se célebre pela sua imensa bondade. Ocupava o tempo a fazer bem a quantos a rodeavam, visitando e tratando doentes, distribuindo esmolas pelos pobres.
Ora, conta a lenda que o rei, já irritado por ela andar sempre misturada com mendigos, a proibiu de dar mais esmolas. Mas, certo dia, vendo-a sair furtivamente do palácio, foi atrás dela e perguntou o que levava escondido por baixo do manto.
Era pão. Mas ela, aflita por ter desobedecido ao rei, exclamou:
- São rosas, Senhor!
- Rosas, em Janeiro?- duvidou ele.
De olhos baixos, a rainha Santa Isabel abriu o regaço - e o pão tinha-se transformado em rosas, tão lindas como jamais se viu.

(Ver em http://www.uc.pt/iej/alunos/2001/lendas/Lendas%20de%20Coimbra.htm )

Santa Isabel da Hungria 1673-74, óleo sobre tela Capela da Ordem Terceira de S.Francisco Lisboa, Portugal

O que é muito curioso, é a história que se conta de sua tia, Isabel da Hungria, também canonizada, e também Isabel, Santa Isabel da Hungria, falecida 100 anos antes: certa vez, quando levava algumas provisões para os pobres nas dobras de seu manto, encontrou-se com seu marido, que voltava da caça. Espantado por vê-la curvada ao peso de sua carga, ele abriu o manto que ela apertava contra o corpo e nada mais achou do que belas rosas vermelhas e brancas, embora não fosse época de flores. Dizendo-lhe que prosseguisse seu caminho, apanhou uma das rosas, que guardou pelo resto de sua vida.

terça-feira, 3 de julho de 2007

Os cafés Delta


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Algumas empresas e instituições fazem por merecer todo o nosso apreço e admiração: é o caso dos cafés Delta.
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O “segredo” dos cafés Delta
O relacionamento entre a Delta e os seus clientes é em todo idêntico ao do homem do balcão e do seu cliente de todas as manhãs, aprenderam juntos a confiarem e a partilharem a vida no sabor e aroma de uma chávena de café.
É este “segredo” que é partilhado por todas as empresas do grupo Nabeiro Delta Cafés, dando ênfase à relação personalizada de longo prazo, com os clientes, os fornecedores, os amigos e as comunidades.

Uma marca de rosto humano
Conhecedor do mercado do café e empreendedor por natureza, Manuel Rui Azinhais Nabeiro decide em 1961 criar a sua própria marca de cafés. Na vila Alentejana de Campo Maior, num pequeno armazém com 50 metros quadrados e sem grandes recursos, inicia a actividade com apenas duas bolas de torra de 30 kg de capacidade.
Por influência das suas origens, Rui Nabeiro, assumiu desde sempre uma intervenção activa na sociedade, apoiando diversas instituições sociais. Corporações de Bombeiros, Escolas de Ensino Especial, Juntas de freguesias, Associações Desportivas Locais e Iniciativas várias de solidariedade são exemplos constantes.
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Missão
A missão da Delta Cafés é corresponder às exigências reais dos diferentes tipos de mercado com vista à satisfação total e fidelização dos consumidores/Clientes, através do negócio social responsável com vista ao desenvolvimento integrado da comunidade.

Por isso, nos sabe tão bem um café Delta e por isso oxalá a marca e a empresa continuem sempre portuguesas, fiéis à vontade do seu fundador e o orgulho de Campo Maior e de Portugal.
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Para uma informação mais completa, ver http://www.delta-cafes.pt/

domingo, 1 de julho de 2007

A nova poesia de Maria Khépri

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Uma vontade de escrever

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Uma vontade imensa de escrever, de desfazer
os dedos na superfície do papel, conto até
três e o poema nasce, numa água promíscua,
de diabos e deuses, todos se regalando com
a última sede do poema, amanhã, meu caro

O mundo não será o mesmo, este papel terá
percorrido todo o indispensável à vida,
apagando-me deste lugar, e dando lugar
a outro eu, cimentado ainda de outra forma
num papel dispensável como este,

Solene. Será compreendido de trás para a frente
com muito azar, da direita para a esquerda,
com muita sorte. Mas o subconsciente cairá no
empreendimento de lhe dar o devido rumo
assim que a memória se transformar numa aresta.

Ah! Uma vontade imensa de escrever, de ignorar
o cabelo incómodo da realidade, de apagar
todas as frases do possível, e redigir outras,
sabendo que se tornarão imagináveis.
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Em Som de Maria Khépri, 2005. Edições Amores Perfeitos/Poesia.